Débito Técnico Em Automações De Teste De Software.

Uma das maiores lutas de um time de Qualidade, principalmente pelo QA é a priorização dos débitos técnicos por parte do time de engenharia. Todos os dias passamos por decisões enquanto estamos desenvolvendo e muito dessas decisões podem gerar débitos técnicos no futuro, com essa premissa vou te perguntar quais decisões podem gerar débitos técnicos?
Sabe aquela atualização de versão do seu framework de desenvolvimento? Ou até mesmo quando criamos uma funcionalidade na “correria” e pensamos depois volto aqui para terminar, a gente sabe, se não virar bug… a gente não vai voltar para arrumar.
Segundo artigos da área, débitos técnicos pode prejudicar o desenvolvimento de várias maneiras. Ele pode aumentar o tempo necessário para implementar novos recursos, tornar o código mais difícil de entender e dar manutenção, aumentar a incidência de bugs e problemas de desempenho, e até mesmo comprometer a segurança do software. Em última análise, o débito técnico pode resultar em atrasos, custos mais altos e insatisfação dos clientes, enfim muita perca de dinheiro ao passar do tempo.
Bom, talvez você pode pensar, o débito técnico só ocorre em projetos de desenvolvimento, tenho uma notícia triste para você, automação de teste de software se não for bem planejado poderá ter mais débito técnico que um projeto de software de grande escala, então antes de sairmos criando automação temos que realizar todo um planejamento, criar estratégias, escolher os melhores frameworks do mercado e que seja aderente ao projeto de teste que você está planejando.
Abaixo, vou trazer alguns débitos técnicos que podem ocorrer quando não planejamos um projeto de automação de teste:
- Fragilidade da automação: Criar testes automatizados que são sensíveis a pequenas alterações na interface do usuário ou no fluxo de dados, resultando em testes quebrados com frequência e consequentemente aumentando e muito a manutenção, logo mais dinheiro e tempo gasto;
- Testes lentos: Desenvolver testes automatizados que são lentos somente para serem executados sem um objetivo final, muito das vezes são abandonados pelo time para ser executado a todo momento, logo seus testes se tornam mais que lentos, se tornam lentos e obsoletos;
- Dependência de dados estáticos: Utilizar conjuntos de dados estáticos nos testes, o que pode levar a fragilidade nos testes quando os dados de entrada mudam.
- Falta de integração com pipelines de CI/CD: Não integrar os testes automatizados aos pipelines de integração contínua/entrega contínua pode resultar em atrasos na detecção de problemas e na entrega de software de baixa qualidade.
A partir dos débitos técnicos mais comuns, como podemos diminuir ou até mesmo remover todos os débitos técnicos?
- Planejamento cuidadoso: Antes de começar a escrever os casos de teste automatizados, faça um planejamento detalhado para identificar os casos críticos de teste e priorizar a automação desses casos.
- Padrões de automação consistentes: Estabeleça padrões de automação claros e consistentes para garantir que todos os testes sigam uma estrutura comum. Isso facilita a manutenção e compreensão dos testes no futuro.
- Reutilização de código: Desenvolva funções e bibliotecas de apoio reutilizáveis para evitar a duplicação de código e facilitar a manutenção dos testes.
- Integração contínua: Integre os testes automatizados ao processo de integração contínua para garantir que os testes sejam executados regularmente e que problemas sejam identificados rapidamente.
- Monitoramento e manutenção contínuos: Monitore regularmente a execução dos testes automatizados e faça ajustes conforme necessário para garantir que continuem relevantes e eficazes.
Tenha certeza, seguindo algum desses pontos você terá um projeto de automação de testes de fácil manutenção, rápido e que todo time de engenharia irá querer executar!
Débito técnico é um tema enorme que pode gerar muitos textos a respeito, hoje conhecemos um pouco dentro de projetos de automação de teste. No futuro estaremos abordando estratégias para diminuição de débito técnico dentro do time de engenharia e até mesmo trazermos cases da literatura que mostra o quão prejudicial é o débito técnico para um projeto. Espero vocês no próximo artigo.
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